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Página 1 de 2 A gravidez traduz um momento de transformações profundas, de alterações anatómicas e fisiológicas, no organismo materno. Durante as semanas da gestação, essas alterações visam proporcionar as condições necessárias ao desenvolvimento fetal em equilíbrio com o sistema materno.
Nos meses de verão é normal que as grávidas se sintam mais cansadas, com mais edemas (inchaços), tonturas e por vezes sensação de desmaio. Estas queixas são atribuíveis aos efeitos normais das hormonas da gravidez, agravados pela elevada temperatura ambiente, sobre o metabolismo e mecanismos de retenção de água e sal no organismo.
As grávidas apresentam algum grau de intolerância ao calor, por isso é muito importante que as futuras mamãs prestem atenção a alguns cuidados a ter nesta altura do ano, para que possam aproveitar este momento tão especial com maior tranquilidade.
Alimentação No Verão a alimentação quer-se saudável. Escolha alimentos frescos e naturais, prefira os grelhados em vez dos fritos, que dificultam a digestão. Se não está imune para a Toxoplasmose, deve recordar os conselhos que lhe foram transmitidos pelo seu obstetra em relação ao consumo de legumes e frutas bem lavados.
É também importante respeitar os horários das refeições, que devem ser leves e fraccionadas, de forma a evitar a hipoglicemia (baixos níveis de açúcar no sangue), que juntamente com o calor e hipotensão (tensão baixa) pode ser responsável por tonturas ou mesmo pela sensação de desmaio.
Desidratação A hidratação é essencial para o bem-estar da grávida e do feto. No verão, para manter uma hidratação adequada, a grávida deve aumentar a ingestão de líquidos sem estar à espera de ter sede, pois com frequência a sede é inferior às suas necessidades hídricas.
A água é o melhor para a sede, já que os sumos de fruta, mesmo os naturais, têm muito açúcar e não tiram a sede.
A grávida deve ser incentivada a ingerir no mínimo 2 litros de água por dia, uma vez que a correcta hidratação tem efeitos benéficos para algumas das ocorrências da gravidez. Durante a gestação, a acção relaxante da progesterona sobre o músculo liso diminui o peristaltismo intestinal, pelo que é frequente a obstipação.
Também um nível desadequado de hidratação pode por a grávida em maior risco de infecção urinária, pois a urina fica muito concentrada, não permitindo a eliminação eficaz de algum microrganismo presente e facilitando, assim, a sua multiplicação.
Outra das possíveis consequências da desidratação é a ocorrência de contractilidade uterina, que muitas vezes cede, ou melhora significativamente, apenas com a hidratação.
Edemas O edema fisiológico dos membros inferiores, vulgarmente conhecido como «pernas inchadas», é frequente durante a segunda metade da gravidez, mas pode ser especialmente desconfortável se esta fase da gravidez ocorre no verão.
É muito importante saber distinguir esta alteração normal de complicações que podem surgir na gravidez e que também cursam com edema ao nível dos membros inferiores. Assim este edema fisiológico agrava-se ao longo do dia, tende habitualmente a regredir na manhã seguinte, é simétrico e indolor.
Dado que este edema respeita a gravidade, o estar longas horas de pé favorece o seu aparecimento, enquanto que a elevação das pernas de forma repartida ao longo do dia, é útil para a sua regressão.
Deve, no entanto contactar o seu obstetra se o edema surge predominantemente num dos membros inferiores, se é doloroso, se está presente nas mãos e na face, e se agrava de manhã, comparativamente ao dia anterior.
Pele Durante a gravidez existe tendência a uma hiperpigmentação cutânea, mais evidente em certas regiões do corpo.
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