Hospitais vão ter kits de recolha do sangue umbilical
Segunda, 22 Fevereiro 2010 | Visto - 132
Primeiras recolhas vão acontecer a partir de Abril, revela o jornal «I».
O objectivo é facilitar o processo que, até agora, estava pendente de um pedido dos pais, realizado duas semanas antes da data prevista para o parto.
As maternidades nacionais vão passar a poder ter kits para fazer a recolha do sangue do cordão umbilical após o parto, revela o jornal «I». O banco público nacional Lusocord já começou a desenvolver protocolos com alguns hospitais, entre eles o Hospital de São João, no Porto, e os hospitais de Aveiro e Viana do Castelo, disse ao mesmo periódico Helena Alves, directora do Centro de Histocompatibilidade do Norte.
Os primeiros hospitais a aderirem ao serviço deverão começar a fazer as recolhas de forma automática a partir de Abril, mas sempre mediante autorização dos pais, avançou ainda Helena Alves. «É um processo que vai ser natural ao longo do ano», garante a responsável, salvaguardando contudo que os pais poderão continuar a fazer o pedido prévio do kit.
Apesar de a medida não partir da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST), do Ministério da Saúde, é a esta que cabe o licenciamento das unidades para as recolhas. Os hospitais que querem começar pela primeira vez a fazer a recolha de sangue devem solicitar autorização à ASST, e os que já têm este serviço - com os kits fornecidos pelo Lusocord ou pelas empresas privadas de criopreservação - deverão renovar o pedido até 10 de Maio, avança a autoridade.
Para Helena Alves, apesar de a existência de kits nos hospitais não ser uma medida obrigatória, espera-se que venha a abranger todo o país. «É natural que os hospitais públicos, privados e clínicas venham a querer que os seus utentes disponham desta opção», sublinha.
O banco público de células estaminais do cordão funciona desde Julho do ano passado nas instalações do Centro de Histocompatibilidade do Norte, com uma capacidade de armazenamento para oito mil doações. Desde então já recebeu mais de 1600. O processo de recolha e armazenamento ronda os 100 euros, mas é disponibilizado de forma gratuita. Tem como destino a realização de um transplante de qualquer doente do mundo que precise.
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