Évora

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Para quem se aproxima de Évora vindo da auto-estrada, a primeira paragem é feita a 13 quilómetros do centro da cidade. Seguindo as placas, descobre-se um local de que Obélix gostaria muito: o cromeleque dos Almendres. É o maior conjunto de menires da Península Ibérica e um dos mais importantes da Europa, com 92 enormes pedras de muitas formas e tamanhos e cerca de dez decoradas com relevos ou gravuras. Dizem os estudiosos que tinha funções religiosas e, provavelmente, servia também de observatório astronómico primitivo. E é fácil imaginar o amigo gorducho de Astérix a movimentar os menires sem qualquer esforço, acompanhado pelo cãozinho Ideiafix…


E já que estamos a falar dos irredutíveis gauleses, passemos então aos seus grande adversários, os loucos romanos. Mas o melhor mesmo, antes de conhecer o Templo de Diana – que, a propósito, tem um nome enganador – é começar a visita na Praça de Giraldo, aproveitando para explicar às crianças quem foi o «Sem Pavor». Nós ajudamos. Diz a lenda que Giraldo Geraldes era um ladrão do tempo de Afonso Henriques que decidiu resgatar a honra conquistando Évora aos muçulmanos.  Disfarçado de trovador rondou a cidade e, numa noite sem lua, subiu à torre do castelo e matou os dois mouros que estavam de vigia, apoderando-se da chave das portas. Foi meio caminho andado para atacar e conquistar a cidade adormecida com os seus homens. O rei ficou tão agradecido que o perdoou e nomeou alcaide perpétuo. 


É na praça de Giraldo que se situa o posto de turismo municipal. Aí é possível alugar, por dois euros a unidade, audioguias que podem ser usados nas voltas pelo centro histórico. Existem duas opções: Évora Monumental e Évora Monumental por Miúdos, esta última um roteiro contado por vozes de crianças e destinado a crianças. Com os audioguias nos ouvidos é tempo de visitar os dez monumentos mais emblemáticos do centro da cidade. Quem quiser, pode também fazer o percurso num trem puxado por cavalos. É só apanhá-lo junto ao Museu de Évora.


Da praça do Giraldo, sobe-se a rua 5 de Outubro e rapidamente se chega à Catedral e ao Museu de Arte Sacra, cujos bilhetes custam 3,5 euros para adultos e são grátis para as crianças. E eis que o templo romano, do outro lado do Largo Conde de Vila Flor, domina o horizonte. Muita, muita gente acha que se chama de Diana, a deusa romana da caça, mas, na realidade, este nome apenas surgiu no espírito romântico de alguém no século XVII. Quem sabe destas coisas diz que o monumento terá sido erguido em honra do imperador Augusto. No seu percurso milenar, foi centro de orações, parte do castelo medieval e matadouro, até 1836. E foi o melhor que lhe poderia ter acontecido, pois estas utilizações estranhas preservaram a base e as 14 colunas de granito que hoje tanto admiramos.




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