Serpa
Escrito por PatrÃcia Lamúrias Quarta, 25 Abril 2012 | Visto - 3199
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Cidade branca e radiosa, Serpa conta inúmeras histórias a quem por lá passa. Boa escolha para uns dias em famÃlia.
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Uma cidade onde as ruas são de calçada não parece convidar bebés que ainda andam no carrinho de passeio ou crianças pequenas, que depressa se cansam e também preferem andar sobre rodas. Mas Serpa tem encantos suficientes para merecer a visita de famÃlias com crianças de todas as idades. Levar os filhos mais novos no marsúpio ou no pano é uma boa opção, mas os carrinhos não estão proibidos, já que as ruas são pouco inclinadas. Quanto aos pais, podem mesmo esquecer o automóvel. Serpa é uma cidade para conhecer a pé, calcorreando as ruas limpas e cheias de luz e apreciando as suas casas caiadas com esmero.
O primeiro lugar a visitar é a Praça da República, onde se ergue o edifÃcio da Câmara Municipal. Todas as ruas parecem ir dar a esta praça e, por isso, daqui pode ir-se, facilmente, na direcção de qualquer uma das maravilhas que Serpa tem para descobrir. As palmeiras, as esplanadas e o facto de não circularem carros, fazem da Praça da República o local ideal para parar um pouco e sentir o ambiente do Alentejo.
Do meio da praça vê-se a Torre do Relógio, um dos postais da cidade, que nos indica o caminho do Castelo. O acesso mais curto inclui escadas, mas é possÃvel evitá-las dando uma volta um pouco maior e aproveitando para ficar a conhecer algumas das ruas mais brancas da cidade – um prémio atribuÃdo todos os anos por altura das festas do concelho, em Março, e que dá direito a um azulejo cravado na parede com o tÃtulo.
Do alto do Castelo tem-se a percepção da muralha que circunda a cidade. Uma obra de D. Dinis, construÃda em 1295, para proteger a população numa fase de estabilidade polÃtica e recuperação económica. No interior do Castelo, onde funcionava a antiga prisão, está agora instalado o Museu Arqueológico, que se encontra encerrado ao público por estar em remodelação. Seguindo o contorno da muralha, encontramos o Palácio dos Marqueses de Ficalho, uma construção do século XVII, que, apesar de ter uma fachada simples, ganhou o Galardão Europeu na Conservação e Restauro de Palácios e Castelos, por ter sido reconstruÃdo após a guerra entre Liberais e Absolutistas (1832-1834).
O palácio ainda está na posse da famÃlia que lá morou, por isso não pode ser visitado. Saindo pela Porta Nova, uma das três aberturas da muralha original, avista-se o ex libris da cidade: o aqueduto, com os seus 19 arcos, e a respectiva nora, cuja finalidade era conduzir a água para os jardins do palácio. Ao meio, situa-se a imponente Porta de Beja, entrada principal do centro histórico, chamada assim por estar virada para aquela cidade. Um bom sÃtio para descansar e retomar fôlego nos bancos de jardim à sombra de oliveiras com mais de mil anos.
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