Facetas da hiperactividade

As crianças hiperactivas mexem as mãos e os pés sem parar e não se mantêm sentadas. Correm, saltam e trepam de uma forma excessiva.

A hiperactividade corresponde a uma irrequietude desproporcionada à fase do desenvolvimento em que criança se encontra. Os comportamentos poderão não ser anómalos em si mesmos, mas terão de ocorrer com uma grande intensidade e frequência. As crianças hiperactivas mexem as mãos e os pés sem parar e não se mantêm sentadas; frequentemente, levantam-se na sala de aula ou em outras situações em que é exigida a posição de sentado; correm, saltam e trepam de uma forma excessiva, em situações inapropriadas; frequentemente, têm dificuldade em participar em jogos ou em actividades de uma forma calma; parecem ter uma energia inesgotável e estão sempre na disposição de mudar; amiúde, falam demasiado.

A hiperactividade poderá, para além de causas genéticas, emocionais, culturais e outras, estar relacionada com doenças orgânicas, como, por exemplo, o hipertiroidismo (excesso de produção de hormonas tiroideias) e a intoxicação pelo chumbo (Saturnismo).

A terapêutica, que tem por objectivo o desenvolvimento de um adequado equilíbrio emocional e a optimização do desempenho académico e ocupacional, assenta, basicamente, na intervenção comportamental e/ou na prescrição de psico-estimulantes, utilizados, com grande sucesso, desde há mais de 60 anos.

Quando a hiperactividade está associada ao Défice de Atenção e à Impulsividade (agir antes de pensar), poderemos falar de Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção. Mas a hiperactividade poderá ocorrer, entre outros, nos Défices Cognitivos, nas Perturbações do Espectro do Autismo, na Depressão e na Perturbação de Ansiedade.


Obesidade materna e atraso mental

Estudos epidemiológicos realizados na Finlândia indicam que existe uma associação muito forte entre a obesidade materna pré-natal (antes da gravidez) e a ocorrência de défice cognitivo infantil (atraso mental). Por outro lado, factores como as famílias monoparentais, a residência em locais remotos e a idade materna elevada não apresentam a uma associação significativa com o défice cognitivo.

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