"Estou grávida e tenho um cão"

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Prepare o seu animal para a chegada do bebé. Antecipe as mudanças e dê tempo para ele se adaptar a novos horários e regras.

A família está prestes a aumentar? Boas notícias! Um misto de alegria e ansiedade para conhecer o novo elemento da família e garantir que tudo corre bem é partilhado por todos. Tudo é canalizado para a chegada do bebé. São frequentes as compras, as leituras sem fim e até obras... O mundo de toda a família é profundamente alterado. De que forma o animal participa neste processo?


Não sabe do que se trata, mas apercebe-se das mudanças que se sucedem e acumulam... dos novos sons, cheiros e rotinas, hábitos antigos que se extinguem e menos atenção que recebe, tornando o ambiente imprevisível e menos interessante. Pode sentir desconforto, medo e frustração. Se não conseguir lidar com a situação pode desenvolver problemas, tais como: urinar fora do sítio, destruir coisas em casa e agressividade.


É impossível evitar mudanças, mas pode reduzir o seu impacto. Como? Para além de preparar a chegada do bebé prepare, também, o seu animal. Depois não terá a mesma disponibilidade nem a mesma paciência.  Antecipe as mudanças que vão ocorrer para que sejam implementadas atempada e gradualmente. Dê tempo ao animal para se adaptar a novos horários, novas regras e locais que lhe serão vedados e deixe-o explorar o mobiliário e os objetos adquiridos para o bebé, os cremes, os produtos de higiene e até o carrinho.


Alguns comportamentos outrora aceitáveis devem ser substituídos por outros ajustados à nova realidade. O cão a saltar para cumprimentar ou um gato a miar para ter atenção enquanto o bebé está a dormir, incomoda e pode ser perigoso! Ignorando de forma consistente estes comportamentos e reforçando aqueles que são desejáveis, como ficar sentado ou deitado, fará com que os primeiros se tornem raros e os segundos frequentes.


E eis que chega a hora de trazer o bebé para casa. O primeiro contacto pode ser feito ainda na maternidade. O pai pode levar roupinhas do recém-nascido para o animal cheirar e ficar familiarizado com o seu odor reduzindo a probabilidade de desconforto quando o bebé chegar.


Quando a mãe regressa a casa é natural a excitação do animal ao recebê-la, o que pode magoar o bebé. Assim, a mãe deve entrar em casa sozinha e dar atenção ao animal. A apresentação deve ser feita quando ambos, tanto bebé como animal, estiverem calmos. O contacto deve ser sempre seguro e com supervisão. A presença do bebé deverá ser associada a momentos agradáveis para que a integração seja facilitada.


Cada família é especial e as estratégias adotadas devem ser adaptadas a cada núcleo familiar. Planeie e usufrua da sua família multiespécie!


Mais tarde a criança, já mais crescida, terá um papel mais ativo no sucesso desta relação. Mas disso “falaremos” depois...  

* Bióloga Mestre em Etologia Clínica; Centro para o Conhecimento Animal.


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