Gravidez: álcool moderado não é prejudicial
Terça, 26 Junho 2012 | Visto - 1364
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O consumo baixo e moderado de álcool no início da gravidez não está associado a efeitos adversos neuropsicológicos nas crianças de cinco anos. Contudo, o consumo elevado de álcool diminui a capacidade de atenção destas crianças, sugere um conjunto de estudos publicados no “BJOG: An International Journal of Obstetrics and Gynaecology, noticia o Alert. Nestes estudos, os investigadores da Aarhus University Hospital e da University of Copenhagen, na Dinamarca, contaram com a participação de 1.628 mulheres que tinham uma média de 30,9 anos, sendo que 50,1 por cento destas eram mães pela primeira vez, 12,1 por cento eram solteiras e 31,4 tinham bebido durante a gravidez.
Os autores do estudo definiram como consumo baixo de álcool a ingestão de uma a quatro bebidas por semana, moderado como cinco a oito bebidas por semana e elevado o consumo de nove ou mais bebidas por semana. O consumo excessivo de álcool foi definido com a ingestão de cinco ou mais bebidas alcoólicas numa só ocasião.
De forma a avaliar dos efeitos do consumo de álcool durante a gravidez, os investigadores submeteram as crianças de cinco anos de idade a testes de QI, atenção, função executiva, que inclui nomeadamente capacidades de planeamento, organização e autocontrolo.
De uma forma geral, os estudos constataram que o consumo baixo a moderado de álcool por semana não afetou o desenvolvimento das crianças, nem tão pouco o consumo excessivo. O estudo apurou que, tanto as crianças das mães abstémicas como aquelas cujas mães bebiam cerca de uma a quatro bebidas ou cinco a oito bebidas por semana obtiveram resultados semelhantes nos testes de avaliação de QI e de função executiva. Contudo, foi verificado que o consumo de níveis elevados de álcool estava associado com uma menor capacidade de atenção, por parte das crianças de cinco anos.
Os autores do estudo aconselham, contudo, as grávidas a não consumir álcool, mas referem que a ingestão de níveis baixos de bebidas alcoólicas não representa uma preocupação.





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