Ecografia na Gravidez

ImageTrata-se de uma técnica que utiliza o ultra-som para obtenção de imagens do feto «in útero» e não apresenta qualquer tipo de risco para a mãe ou para o feto.

Existem duas abordagens possíveis para a realização de uma ecografia: a ecografia por via abdominal, na qual a imagem é captada através de uma sonda colocada sobre o abdómen, após a aplicação de um gel que serve de interface entre o aparelho e o ventre materno; a ecografia com sonda vaginal, que permite a obtenção de imagens de grande qualidade técnica numa fase inicial da gravidez e avaliações mais específicas em fases mais avançadas, sendo um exame seguro e de fácil realização.

Com alguma frequência as grávidas querem saber o número de ecografias que devem ser realizadas até ao nascimento do bebé.

É consensual na classe médica e científica que a adequada vigilância de uma gestação de baixo risco pressupõe a realização de uma ecografia em cada trimestre:

- A primeira ecografia deve ser efectuada entre as 11 e as 13 semanas + 6 dias. Neste exame é feita a datagem ecográfica da gravidez, estudada a morfologia fetal e medida a translucência da nuca (TLN), ou seja a espessura da prega da nuca, que, se estiver aumentada, pode indicar uma eventual síndroma de Down, vulgarmente conhecida como mongolismo. A TLN é um dado importante para o rastreio bioquímico combinado, bem como a detecção e caracterização da gravidez gemelar (uma ou duas placentas);

- A segunda ecografia, vulgarmente conhecida como «ecografia morfológica» deve ser realizada entre as 20 e as 22 semanas de gravidez. È durante este exame que é feito um estudo anatómico detalhado dos diferentes órgão e sistemas do feto no sentido de se excluírem eventuais malformações. È também na ecografia do segundo trimestre que a grande maioria dos casais toma conhecimento pela primeira vez do sexo do feto;

- Entre as 30 e as 32 semanas é feito novo estudo ecográfico. Avalia-se o crescimento do feto e a sua vitalidade, é feita uma medição do líquido amniótico, identificada a localização da placenta e mais uma vez estudada a anatomia fetal.

Embora o exame ecográfico permita avaliar toda a anatomia interna e externa, a existência de um feto estruturalmente bem formado não é sinónimo de um recém nascido sem problemas, porque a ecografia não permite avaliar se os diferentes órgãos têm um funcionamento normal.

Os recentes avanços tecnológicos têm permitido a obtenção de imagens cada vez com melhor definição. A «ecografia 3D» que hoje em dia é tão popular entre os jovens casais, permite a obtenção de imagens tridimensionais do feto.

Contudo, embora represente uma inovação na medicina e seja frequentemente apresentada como um importante coadjuvante da ecografia convencional, não substitui a «ecografia 2D».

Não está actualmente recomendada a realização isolada de «ecografias 3D» para o estudo morfológico fetal. No entanto, acreditamos que com a evolução da técnica este tipo de exame possa num futuro próximo vir a ser uma referência em termos de diagnóstico pré-natal.

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