Gestação
Enfermeiros obstetras reclamam mais competências
Segunda, 07 Maio 2012 | Visto - 148
Querem ter maior intervenção na vigilância pré-natal e no parto.
Grávidas de Bragança fazem 200 km para ecografia
Segunda, 30 Abril 2012 | Visto - 158
Não existe um ecografista com habilitação para realizar o exame.
Mulheres que repetem abortos tem aumentado
Quinta, 26 Abril 2012 | Visto - 424
O estudo revela maior incidência nas mulheres mais instruídas.
Riscos de gravidez tardia em estudo
Segunda, 23 Abril 2012 | Visto - 252
Estudo analisa contribuição dos fenómenos celulares.
Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (UP) vai tentar demonstrar em laboratório os riscos de uma gravidez tardia para a mãe e para o feto e as implicações que esse envelhecimento tem no mecanismo celular do tecido materno e do tecido fetal.
A investigação, financiada em dez mil euros através do Prémio Crioestaminal 2012, surgiu pelo facto de as mulheres, actualmente, terem filhos mais tarde do que tinham antigamente, contou à Lusa o investigador Henrique Almeida. U ma vez que quando a gravidez ocorre tardiamente existem riscos que são menos frequentes nas mulheres mais jovens os investigadores avançaram para este trabalho com o objectivo de abordar as causas e a contribuição que os fenómenos celulares têm neste processo.
Os riscos de uma gravidez tardia são o desenvolvimento de diabetes mellitus, hipertensão, descolamento da placenta e pré-eclâmpsia, um fenómeno que ocorre mais frequentemente a partir dos 40 anos, idade em que muitas mulheres hoje ainda têm filhos, por vezes até o primeiro.
“A hipótese é que no local do corpo uterino onde a placenta se insere, nessa área de relação do tecido materno com o tecido fetal, haverá perturbações do mecanismo celular usual (as chamadas reações redox), haverá desequilíbrios locais nesse tipo de reacções, dos quais resultem o stress oxidativo” , explica o cientista.
Este desequilíbrio local pode ser medido doseando a actividade de determinadas enzimas e avaliando o teor dessas enzinas, acrescentou, adiantando que é isso que os investigadores irão fazer neste trabalho, que agora vai prosseguir na parte laboratorial.
“ Se identificarmos causas que levem à ocorrência deste tipo de alteração, podemos a partir daí começar a procurar formas de atacar as causas e mitigar os problemas que surgem”, disse o investigador da UP.
Nove meses à mesa
Quarta, 18 Abril 2012 | Visto - 294
Comer por dois? Nada disso. Durante a gravidez é bem melhor comer para dois.
Comer por dois? Nada disso. Durante a gravidez é bem melhor comer para dois. Isto significa qualidade, variedade e pouco mais em quantidade.
O teste comprado na farmácia deu positivo. E, a partir daí, até a mulher mais indiferente em relação a este assunto ganha um novo interesse sobre o que leva à boca. «Tenho de comer mais quantidade? Que alimentos não podem faltar? E será que alguns fazem mal ao bebé?». Calma. Ao contrário do que defendiam as nossas avós, não é mesmo necessário comer por dois. Antes pelo contrário. Fazer boas escolhas, regular as quantidades à medida que a gestação vai progredindo e variar o que se coloca no prato é a melhor receita para os nove meses.
Uma alimentação equilibrada na gravidez deve começar mesmo antes de se pensar em fazer um bebé. E isto por várias razões. A primeira é uma questão de peso. Sabe-se que as mulheres com quilos a menos ou a mais têm dificuldades acrescidas em conceber. O ideal é falar com o seu médico e juntos descobrirem como pode equilibrar a balança e ajudar assim a uma gestação mais tranquila.
Para além disso, é importante que o seu organismo mantenha as quantidades adequadas de ácido fólico e de ferro antes da gravidez e nas semanas iniciais. Um estudo recente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto revelou que grande parte das grávidas portuguesas não ingere as quantidades suficientes durante as quatro primeiras semanas «período onde ocorre o encerramento do tubo neural, estrutura que dará origem ao sistema nervoso do feto», de acordo com Elisabete Pinto, uma das investigadoras que levaram a cabo o projeto.
Não há, porém, motivos para alarme se a gravidez é uma surpresa. Mas é conveniente que os suplementos de ácido fólico e de ferro sejam iniciados o mais depressa possível, para atingir o desejado equilíbrio e um bom desenvolvimento neurológico do bebé. Se, para além disso, garantir um aporte adequado de vitamina C – por exemplo, apostando no sumo de laranja natural – facilita a absorção do ferro. E também não se angustie se cometeu alguns «pecados», leia-se beber álcool ou fumar, antes de saber que estava grávida. As probabilidades de o feto ser afetado são mesmo muito pequenas.
Se está a tentar engravidar é de evitar o consumo de álcool pelos dois membros de casal, assim como o tabaco e outras substâncias aditivas. Evite também peixes que possam acumular níveis elevados de mercúrio (peixe-espada, espadarte ou atum) e substâncias eventualmente alergéneas se existe historial alérgico na família. E quanto ao café e ao chá, se não conseguir prescindem destas bebidas ricas em cafeína e teína, reduza o número de chávenas diárias. Compense com a água: acima de litro e meio por dia é o ideal.
Pirâmide alimentar
Na escola aprendemos a importância da Roda dos Alimentos e de que forma as nossas refeições devem ser divididas por tipo de nutrientes. Durante a gravidez, a dietista Zélia Santos costuma optar por uma pirâmide que mostra de forma crescente as necessidades na ementa diária da mulher. Na base estão os hidratos de carbono, «que devem representar 60 por cento do total», seguindo-se as proteínas de origem vegetal e animal, o cálcio e, no vértice, o ácido fólico e o ferro.
Como se traduz então essa pirâmide nas refeições de todos os dias? Assegurado o aporte de ácido fólico e de ferro através dos suplementos, resta garantir um bom nível de cálcio – tido como o terceiro micronutriente essencial durante a gravidez. «Conforme a estrutura óssea do bebé se vai desenvolvendo, aumentam também as necessidades de cálcio, em especial no segundo e terceiro trimestre», diz a especialista do British Hospital. Tal não significa beber litros e litros de leite. «Existem legumes ricos em cálcio, mas a questão é que o corpo os absorve menos eficazmente. Por isso, os produtos lácteos são os mais indicados: uma chávena de leite a mais por dia ou duas fatias de queijo correspondem ao aumento necessário», afirma Zélia Santos. Todo o restante cálcio é fornecido pela alimentação habitual.
Ainda falando de micronutrientes, a fibra não pode ser esquecida. «Cerca de 30 a 40 gramas diários são essenciais para combater a obstipação, que afeta muitas mulheres na gravidez. Comer duas sopas de legumes por dia, acompanhar as refeições com legumes cozinhados e optar por quatro a cinco unidades de fruta dá ao organismo toda a fibra de que ele necessita nesta fase», assegura a dietista.
Quanto aos hidratos de carbono, eles podem ser encontrados no arroz, massa, batatas, cereais e em alimentos ricos em açúcares refinados, como os produtos de pastelaria. O que torna estes últimos dispensáveis é o facto de serem pobres em nutrientes essenciais e apenas fortes nas chamadas «calorias vazias». Por outro lado, a energia que dão é de gasto rápido, ao contrário dos alimentos onde o amido reina, cuja energia vai sendo gasta de forma mais lenta, evitando as súbitas diminuições dos níveis de açúcar no sangue: as temidas hipoglicemias.
«Um dos erros que algumas grávidas cometem é diminuir a ingestão de hidratos de carbono, na tentativa de controlarem o ganho de peso», revela Zélia Santos. Habitualmente, os profissionais de saúde que acompanham a gestação apontam para os oito a 12 quilos como o intervalo ideal de aumento, mas as circunstâncias de cada caso é que determinam se a mulher está a entrar num patamar perigoso para a sua saúde e a do bebé.
Curiosamente, «muitas pacientes obesas não só não aumentam de peso quando estão grávidas como inclusivamente diminuem. Isto porque tomam mais cuidado consigo e com o bebé, o que se reflete na alimentação», adianta. Por regra, um acréscimo de 200 a 250 calorias diárias é o suficiente, o que pode significar apenas «mais uma peça de fruta ou um copo de leite».
Na pirâmide alimentar, e depois dos hidratos de carbono, seguem-se as proteínas, cuja tarefa é o fornecimento de aminoácidos, que mais não são do que os materiais com que o corpo humano é formado. É assim fácil de compreender porque são tão importantes durante a gravidez: garantem o crescimento do bebé e da placenta e asseguram que tudo corre bem com as alterações no corpo da mãe. E quando chega a altura de dar de mamar, estão no centro da produção de leite. «Dos 100 por cento de proteínas diárias que necessitamos, cerca de 80 por cento devem ser garantidas pelo peixe, carne e ovos e os restantes 20 por cento pelos vegetais como feijão, grão, favas, soja, etc.», aponta Zélia Santos.
Questão de segurança
Para além da variedade, a segurança alimentar é ainda mais importante nesta fase. «Os alimentos devem ser bem cozinhados, por exemplo os ovos bem cozidos e a carne a passar do ponto em que fica rosada. Os legumes que vão ser consumidos crus terão de ser muito bem lavados e desinfetados, assim como a fruta, a não ser que seja comida descascada, para evitar a toxoplasmose», adverte a dietista.
«É também conveniente deixar para depois o consumo de mariscos e de peixe cru, tal como o sushi que está tão na moda», acrescenta Zélia Santos. «Não só os riscos de contaminação são significativos, como são alimentos que sofrem muita manipulação de mãos, facas, etc., o que multiplica os riscos. E por falar em apetrechos de cozinha, «a higiene é sempre uma boa aposta mas torna-se decisiva na gravidez. Desinfetar as mãos, tábuas de corte, bancadas, talheres, etc. não custa nada e pode evitar problemas, para além de deixar a grávida muito mais descansada», conclui.
Desejos e enjoos
E os famosos desejos durante a gravidez, serão mito ou realidade? Zélia Santos inclina-se mais para a primeira hipótese. «O que se passa é que os sentidos estão mais apurados, com destaque para o olfato e o paladar. E o cheiro, aspeto e textura de determinado alimento podem tornar-se irresistíveis a dado momento, quase como se chamasse por nós», garante a dietista, acrescentando: «o organismo não ‘pede’ nada em específico e mesmo as substâncias estranhas que algumas mulheres desejam têm a ver com apelos sensoriais. E desde que se cumpram regras de segurança, porque não experimentar?»
Já os enjoos são reais e, para algumas mulheres, um dos maiores incómodos da gestação. Nestes casos, para além do fracionamento das refeições, «há que optar por pouco volume de alimentos de cada vez, mas bastante nutritivos. Batidos ricos em frutas e legumes, sopas em forma de cremes, clara de ovo – é rica em proteína, não tem colesterol e é quase insípida – e temperaturas mornas a frescas» são boas opções para combater o mal-estar.
Engravidar depois do cancro
Segunda, 16 Abril 2012 | Visto - 362
Tratamento que não ponha em causa a fertilidade é um desafio para os médicos.
Cada vez mais mulheres com cancro desejam vir a ser mães, o que coloca “grandes desafios” aos médicos, que têm de equacionar um tratamento que não ponha em causa a fertilidade, disse hoje um especialista.
“Nota-se que há cada vez mais mulheres com cancro com vontade de ainda vir a engravidar”, declarou à Lusa Daniel Pereira da Silva, diretor do Serviço de Ginecologia do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra.
Segundo o especialista, o “aumento da incidência do cancro da mama em mulheres jovens, resultante do diagnóstico precoce (que, em conjunto com a melhoria dos tratamentos, tem permitido baixar a taxa de mortalidade), coloca um novo tipo de problemas”.
“A quimioterapia, cada vez mais usada para um leque de tumores, dependendo das substâncias, pode comprometer definitivamente o potencial de fertilidade da mulher”, explicou, considerando estar em causa uma “questão nova e muito pertinente” para os especialistas.
Daniel Pereira da Silva sustenta que há tratamentos hormonais que podem prejudicar o combate ao cancro e mesmo a contraceção hormonal “pode ser usada num certo tipo de tumores mas noutros, como o da mama, já não”.
O cancro mais comum entre as mulheres (não considerando o da pele) é o da mama, sendo detetados por ano em Portugal cerca de 4500 novos casos, de acordo cm a Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Prefira alimentos simples na gravidez
Quinta, 29 Março 2012 | Visto - 268
São menos sujeitos a transformações industriais e livres de aditivos.
Dúvidas sobre substância dada a grávidas
Quinta, 02 Fevereiro 2012 | Visto - 458
Produto para ajudar pulmões do feto a amadurecer.
Cuidados na alimentação da grávida
Segunda, 30 Janeiro 2012 | Visto - 515
É necessário beber líquidos, sendo a água a melhor opção.
Médicos defendem ocultação do sexo do bebé
Quarta, 18 Janeiro 2012 | Visto - 453
Para evitar abortos seletivos de meninas.
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