O amor verdadeiro é eterno
Terça, 24 Janeiro 2012 | Visto - 450
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As pessoas querem apaixonar-se mas têm medo de arriscar a entrega, de se magoarem, preferem viver sozinhas. Porquê?
Todos nós, seres humanos, enquanto não amadurecemos, temos medos, suscetibilidades e sobretudo temor de nos abrir, de aceder a tirar as couraças e as armaduras e poder comunicar diretamente com os outros.
Que tipo de medos?
Existem muitos tipos de medo: da entrega, de perder a liberdade, da possibilidade de ser manipulado, do fracasso. Muitíssimas pessoas preferem nem sequer tentar, do que tentar e fracassar. Mas é muito melhor fracassar – o que fracassa uma vez deprime-se, o que fracassa três vezes é um mestre. Logo, vale mais a pena abrir-se, ser valente e intrépido. Se fracassar volta a tentar.
De onde vem esse medo?
Muitas pessoas têm um ego muito débil, pouca autoestima, temem ser deixadas e não estar à altura das circunstâncias. Falta-lhes uma boa autovalorização e sobretudo confiança em si mesmas.
Há pessoas que se separam na esperança de encontrar um outro amor mas isso depois não acontece.
É um risco que todos corremos quando se vive uma rutura sentimental. Em Espanha há um ditado que diz: «mais vale um mal que seja conhecido, do que um bom por conhecer». Não concordo, acho que é melhor conhecer o bom. Quando uma situação está mal, o ideal é soltar, escapar e abrir-se à possibilidade de outra relação. É certo que essa nova relação pode não chegar, mas não temos que ficar dececionados, porque isso não depende de nós.
Temos a capacidade de fazer escolhas conscientes?
O casal encontra-se por razões muito profundas de indagar. Às vezes porque têm afinidades, outras por serem totalmente diferentes. Há casais que são muito conflituosos mas é essa conflitualidade que os mantém juntos, graças a um estado de constante motivação, vigilância, catividade. E, por outro lado, há casais que se dão muito bem mas que acabam por ter uma relação maçadora, rotineira. O problema é que os casais entram numa espécie de monotonia e banalidade e depois dão-se conta de que a sua relação está baseada apenas em «direitos adquiridos», nas exigências e juízos. Acontece que casais que eram muito prometedores e muito fecundos, psicologicamente falando, vêm-se abaixo porque não se cuidaram. É muito importante que a relação seja cuidada todos os dias.



