Pais portugueses brincam mais com os filhos

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Comparando as prioridades e inquietações dos pais sobre o ato de brincar e os brinquedos em Espanha, Portugal, Itália, Alemanha, México e Hong Kong, a investigação conclui que a maioria dos pais europeus dedica entre 30 a 60 minutos por dia a brincar com os filhos. Portugal destaca-se dos restantes países, pois apresenta uma maior percentagem de pais (34 por cento) que brinca mais de uma hora diária com os filhos.

Os pais portugueses defendem o ato de brincar, sendo que 67 por cento considera que brincar é o fator mais importante para o desenvolvimento dos seus filhos. As maiores diferenças entre países estão nos benefícios associados aos brinquedos. Em Espanha, Itália e Portugal, a maioria dos pais considera o desenvolvimento psicomotor o mais importante, enquanto na Alemanha e Hong Kong o desenvolvimento da imaginação é destacado como a competência mais positiva associada ao uso de brinquedos. Em todos os países analisados, os pais estão de acordo quanto aos benefícios em termos de conhecimentos culturais e científicos.

Relativamente ao dinheiro destinado a brinquedos, este Natal o orçamento médio europeu situa-se entre os 50 e os 100 euros por criança, sendo que 41 por cento dos portugueses se incluem nesta faixa, face a 60 por cento dos alemães. As caraterísticas mais valorizadas pelos pais de todos os países analisados na altura de escolher os brinquedos são a segurança e a qualidade, aspetos que ficam acima do preço (que é o principal aspeto a ter em conta para 10 por cento dos portugueses e dos alemães).

A maioria dos entrevistados prefere o atendimento personalizado, a variedade e os serviços dos estabelecimentos especializados para comprar brinquedos na época de Natal. No geral, a internet continua a ser pouco utilizada para comprar brinquedos (uma média de dois por cento em Portugal, Itália e Espanha), embora na Alemanha e em Hong Kong 10 por cento dos pais optem pela compra online.

Relativamente às preferências das crianças na companhia escolhida para brincar, o estudo revela que em todos os países os mais pequenos preferem brincar acompanhados do que sozinhos. Em Portugal, e ao contrário do que acontece nos outros países da Europa, onde a preferência é para brincar na companhia de amigos, as crianças preferem divertir-se com os seus irmãos (35 por cento) em primeiro lugar.

O estudo conclui ainda que a televisão exerce pressão sobre as crianças através do aparecimento de brinquedos em séries infantis. As crianças são a principal influência sobre os pais na hora de escolher os brinquedos, tendência que se nota em todos os países. Por fim, é de destacar a fraca popularidade dos livros, pois apenas cinco por cento dos pais portugueses, espanhóis e italianos escolheriam o seu livro preferido como presente para os filhos.

 

 

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