Utentes livres para escolher o hospital


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Os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) podem vir a ter liberdade de escolher o hospital onde vão ser atendidos, independentemente do seu local de residência. Esta é apenas uma das ideias avançadas pelo grupo técnico para a Reforma Hospitalar, que hoje entrega ao ministro da Saúde o conjunto de propostas. A integração da Maternidade Alfredo da Costa e do Hospital Curry Cabral no Centro Hospitalar de Lisboa Central – atualmente composto pelos hospitais de São José, Santa Marta, Capuchos e Estefânia – é outra dos projetos colocados em cima da mesa.

O grupo técnico para a Reforma Hospitalar, coordenado por José Mendes Ribeiro, advoga ainda a possibilidade de atender os doentes triados como «não urgentes» fora das urgências hospitalares e a criação de um único Instituto Português de Oncologia (IPO). Está ainda previsto que o Hospital Oriental de Lisboa avance em regime de Parceria Público-Privada (PPP).

O texto defende ainda a possibilidade de serem elaborados contratos-programa plurianuais a três anos, quando atualmente duram apenas um ano. A centralização da gestão dos três IPO tem como principal objetivo a ideia de existir apenas um único conselho de administração, em vez dos atuais três, medida que deverá ser alargada aos serviços.

Entre as outras propostas apresentadas, o grupo de trabalho sugere que as consultas de especialidades hospitalares sejam feitas em centros de saúde, que sejam transferidas atividades da área médica para a de enfermagem e que seja promovida a mobilidade dos profissionais de saúde.

O relatório, que defende uma redução da taxa de cesarianas, diz igualmente que existe uma má distribuição de médicos, camas e blocos operatórios e assinala que dos 19 mil médicos que trabalham nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde 2.337 devem ser transferidos para outro local.

 

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