Mais subsídio para casais com filhos

altO Governo vai aumentar em dez por cento o subsídio de desemprego a casais com filhos em que ambos os elementos estão desempregados, tendo já identificado 4400 famílias nessa situação, disse à Lusa fonte do Ministério da Solidariedade e Segurança Social (MSSS). Esta é uma das medidas previstas no Plano de Emergência Social (PES), que é hoje apresentado pelo ministro Pedro Mota Soares e que prevê também a criação de um mercado social de arrendamento para famílias excluídas da habitação social.

Segundo a mesma fonte, o Governo identificou «cinco áreas essenciais de actuação», a primeira das quais prevê a distribuição de refeições «a quem não consiga prover a si e à sua família pelo menos duas refeições diárias». Este objetivo será alcançado através da articulação da rede de cozinhas e cantinas dos equipamentos sociais existentes pelo país.

Por outro lado, o PES prevê a distribuição gratuita de alimentos fora da rede de estabelecimentos de restauração, «muitas vezes travada por questões burocráticas», disse a fonte do MSSS. O objetivo é «remover as dificuldades sem afectar a segurança alimentar», promovendo a articulação entre as instituições doadoras, as instituições de solidariedade social (IPSS), a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e as Finanças.

A Linha Nacional de Emergência Social, um serviço telefónico que atualmente presta apoio em situações de crise ou emergência através do número 114 e num período máximo de 72 horas, deverá ser reformulada e adaptada «às novas contingências da pobreza e aos novos fenómenos de exclusão».

Majoração do subsídio

A majoração do subsídio de desemprego em dez por cento para cada beneficiário em casais com filhos em que ambos os elementos estão desempregados é outro ponto do Plano de Emergência Social, que prevê ainda a dinamização de um mercado social de arrendamento. Este sistema, que disponibilizará casas para arrendar a preços abaixo dos praticados no mercado, será conseguido através de parcerias entre o Governo, a Associação Nacional de Municípios Portugueses e os bancos que venham a aderir.

As casas que são devolvidas aos bancos por os proprietários, famílias ou construtores, não conseguirem pagá-las passam a poder ser colocadas nesse mercado social, ao qual terão acesso as famílias que, pelo seu nível de rendimento, estão excluídas da habitação social, explicou a fonte à Lusa.

O PES prevê ainda medidas como o aumento em 20 mil do número de vagas em creches, a distribuição de medicamentos a famílias carenciadas ou o aumento dos valores mínimos das pensões social e rural. Outro dos objetivos do PES, segundo o ministro da Solidariedade e Segurança Social, é garantir que o apoio dos fundos comunitários às instituições sociais passe de 75 para 85 por cento, incidindo nas obras realizadas por esses organismos.

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