Brinca comigo

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A melhor forma de conhecer as preocupações do seu filho é brincando ele. Brincar é terapêutico e devia ser uma atividade diária obrigatória, pois ajuda a criança a desenvolver muitas habilidades motoras e cognitivas.


Os adultos quando têm um dia difícil referem-no aos seus pares. Comentam os aspetos que correm menos bem para um alívio pessoal, mas também para a solicitação de um olhar e aconselhamento externo. Facilita termos opiniões alheias e isentas que confortem mas também que orientem sobre outro ponto de vista. Este facto ajuda a pensar e a refletir melhor sobre as realidades e apoquento dos adultos.
E as crianças? Será que dizem “Mãe tive um dia difícil, podemos conversar”? É raro! As crianças geralmente dizem “Mãe/Pai brinca comigo”? Não apenas para se divertirem mas também para que, num registo que lhes é mais familiar, poderem trazer à brincadeira as situações que as apoquentam, com que convivem e sobre as quais também gostariam de “conversar” à sua maneira.
A brincadeira tem este lado importante de, a brincar, expressar preocupações, ouvir conselhos, simular situações para encontrar caminhos que as ajudem na realidade do seu dia-a-dia. É a simular a sua situação que mais facilmente expressam a sua preocupação. Por isso as crianças não dizem “Tive um dia difícil, podemos conversar?” mas sim “Brinca comigo”. Brincar faz bem à saúde, é terapêutico e devia ser obrigatório brincar todos os dias. Na verdade, esta coisa aparentemente tonta à qual não damos muita importância, ajuda a criança a desenvolver muitas habilidades motoras e também cognitivas como a atenção, a memória, assim como a criatividade. Já o pedagogo Vygotsky vê na brincadeira, uma forma da criança criar, em que aprende a desejar e a relacionar-se com os seus desejos de um eu fictício no seu papel com o jogo e com as suas regras.

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