Náuseas e vómitos... é mesmo obrigatório?!

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A sua presença deve ser considerada um indicador de que as suas hormonas estão “em grande”... e, portanto, de que tudo está a correr bem.

Os vómitos ocorrem, em regra, após as seis semanas e podem permanecer até às 14-16 semanas, embora a maior parte das grávidas alimente a expectativa de que passarão às 12 semanas. Embora tradicionalmente chamados “matinais”, podem ser mais exacerbados pela manhã, mas são muitos os casos em que permanecem todo o dia ou até são preponderantes ao fim do dia, associados ao cansaço.

Não há certezas absolutas sobre as suas causas, mas estudos apontam para a elevada concentração de hormonas como a HcG (hormona coriónica humana) e os estrogénios como causa principal, embora depois se associem fatores agravantes ou predisponentes como história de enxaqueca, ansiedade,  enjoo fácil com o movimento (em transportes, por exemplo), história familiar de náuseas e vómitos na gravidez, gravidez múltipla e stress.  Sabe-se ainda que as náuseas pioram com o tempo prolongado de jejum, pela descida do açúcar circulante (hipoglicemia) pelo que um dos truques para melhor controlar esta situação será fazer várias pequenas refeições ao longo do dia. Outros truques consistem em evitar elementos identificados como desencadeantes das náuseas, como o cheiro do perfume da sogra, a visão dos dejetos do cão, o odor dos cozinhados, etc. e descobrir atenuantes, como mastigar pastilha elástica, apanhar ar fresco ou dar uns golinhos numa bebida fria.

Há vários remédios caseiros que também ajudam a ultrapassar este desconforto, muitos dos quais à base de gengibre (na forma de chá, por exemplo), e as grávidas com frequência descobrem os seus próprios “remédios” (como rebuçados de menta, por exemplo). Finalmente, podem sempre enviar um SOS ao seu obstetra, que tem um arsenal terapêutico que poderá mitigar esta queixa.

Ocasionalmente, as náuseas e vómitos desaparecem mais cedo do que o previsto, o que pode, afinal, desencadear alguma ansiedade na grávida, considerando que a evolução da gestação pode estar em risco por já não ter “sintomas”.  Não se deve usar, de modo algum, a presença destes sintomas como “monitorizadores”. São de facto muito típicos desta fase, mas pela diversidade com que se apresentam não devem ser considerados alarmantes quando diferentes do que aconteceu com alguma amiga ou familiar... ou até numa gravidez anterior. No entanto, a inversa é verdade e pode tomar a presença dos enjoos como um indicador de que as suas hormonas estão “em grande” e portanto tudo deverá estar a correr bem.

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