Crianças são mais resilientes do que se pensa

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Um estudo realizado no Brasil mostra que as crianças são mais resilientes do que se habitualmente se acredita, isto é, que são mais fortes diante de adversidades e menos vulneráveis aos problemas em seu redor e à violência social. A pesquisa estudou 400 jovens entre os 12 e os 18 anos na cidade de Delfinópolis, no sudoeste do Estado de Minas Gerais, e foi realizada pelo neurologista Marco António Arruda.

Durante a análise foi avaliada a intervenção da violência nas funções executivas, ou seja as habilidades cognitivas que controlam os pensamentos, emoções e ações. Os estudantes foram avaliados através de atividades dentro da sala de aula, que estimaram o desempenho escolar ao longo dos anos. A partir das constatações, foram feitas intervenções junto dos pais e dos professores de adolescentes com disfunções, para reabilitar essas funções e retomar sua resiliência.

No estudo, foram distribuídos questionários às crianças, pais e educadores, com o objetivo de verificar a capacidade dos mais novos de enfrentarem adversidades e não sofrerem ruturas no desenvolvimento. As crianças participantes são muitas vezes de classes sociais desfavorecidas, que não vivem com os pais e, a despeito disso, têm alto desempenho escolar e saúde mental dentro dos padrões regulares.

“As crianças de alto desempenho escolar são mais resilientes, portanto, menos vulneráveis do que as crianças com notas baixas. Existe uma correlação direta de resiliência com o desempenho escolar e com a saúde mental, com a função executiva. Está tudo relacionado”, analisou o neurologista. A meta é acompanhar essas crianças nos próximos cinco a seis anos para avaliar se a intervenção junto aos adultos, para reverter disfunções executivas, teve sucesso ou não.

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