Afogamentos de crianças e jovens não diminuíram

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Pelo menos 189 crianças morreram por afogamento nos últimos dez anos, segundo a Associação para a Promoção de Segurança infantil (APSI), que hoje lança a campanha “Segurança na Água 2012” para reduzir este número.

Os dados recolhidos referem-se aos 180 casos mortais por afogamento entre 2002 e 2010 registado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e às nove mortes recolhidas pela APSI na imprensa em 2011.

A APSI adianta que, nos últimos seis anos, as mortes por afogamento não têm diminuído, mantendo-se o número de vítimas estável. Segundo a APSI, nos últimos dois anos por cada criança que morreu, duas a três foram internadas, significando que, em média, em 2009 e 2010, 48 a 49 crianças e jovens foram vítimas de afogamento.

Na última década, 70 por cento dos afogamentos ocorreram com rapazes, sendo a faixa etária dos 0 aos quatro anos aquela onde acontecem mais casos.

A APSI indica também que os afogamentos acontecem de modo proporcional nos planos de água construídos (tanques, piscinas, poços) e nos planos de água naturais (praias, rios, ribeiras, lagoas). A associação sublinha que a praia é o plano de água com menos registos de afogamentos.

Uma análise mais detalhada por tipo de plano de água, considerando a idade das crianças e jovens, permite verificar que os afogamentos com crianças mais novas tendem a acontecer mais em ambientes construídos e com crianças mais velhas em ambientes naturais.

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