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Como explicar-lhe que o Pai Natal não existe?

 "O meu filho, que fez recentemente quatro anos, vive intensamente esta altura do ano. Ainda acredita no Pai Natal e acha que é ele quem lhe traz as prendas. Ainda não houve necessidade de lhe dizer a verdade, nem sei muito bem quando, nem como o devo fazer."

Patrícia, Lisboa


Quando o seu filho chegar ao ponto em que as dúvidas são em maior número que as certezas, é altura de lhe dizer toda a verdade. Explique-lhe, de um modo simples, que o Pai Natal existe no coração de todos nós e que mora no país do faz-de-conta, assim como as fadas e os bruxas. Pode surgir uma pontinha de desilusão e, nesse caso há que ensinar-lhe a mobilizar as suas defesas, por forma a conseguir ultrapassar as suas frustrações e desilusões, já que o mundo nem sempre é o que sonhámos.

Algumas crianças, mesmo depois de saberem da sua inexistência, gostam de manter a ilusão do Pai Natal, por forma a prolongarem um pouco estes momentos de magia. Neste caso, cabe à família decidir o que fazer, mas pensamos que a fantasia pode estar presente sempre que o desejarmos. O certo é que o Pai Natal constitui uma figura ternurenta e boa, que se manterá sempre viva no imaginário das crianças.

 

Teresa Paula Marques, Psicóloga clínica

   

Quando só querem o pai

A minha filha tem dois anos e meio, ainda está em casa comigo (vai para a creche este ano) e é muito ligada ao pai. Tem uma relação muito forte com ele, mas estou a começar a ficar preocupada porque me parece estar muito dependente dele. Por volta das 5h da tarde, começa a chamar pelo pai… e quando ele chega já não o larga. É normal?

Júlia V., Almada


As crianças criam um forte apego a uma figura de referência que, neste caso, parece ser o pai. Não temos dados suficientes que nos permitam perceber porque é que a sua filha estabeleceu esta forte relação, mas poderá ter sido o pai que mais cuidou dela nos primeiros momentos de vida, por exemplo. Para além disso, é de ter em conta que muitas vezes existe uma relação privilegiada entre as meninas e os pais. Possivelmente o pai brinca muito com ela, dá-lhe muita atenção e, por isso há este apego preferencial. Para além disso, embora ainda não exista a noção do tempo, a sua filha associa a vinda do pai a um determinado acontecimento do dia, como a hora a que vê os desenhos animados. Pensamos que não se deve preocupar com esta situação, pois ela tenderá a esbater-se com o tempo e, sobretudo com a ida para a creche. Ao ingressar na creche a sua filha desenvolverá mais os aspectos ligados à socialização, sendo que se interessará por ter amiguinhos e brincar com eles. O pai pode continuar a ter um lugar especial, mas nada será tão intenso como agora.


Teresa Paula Marques, Psicóloga clínica

   

Editorial.

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