Escrita à mão corre risco de extinção - Página 2

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Escrita à mão corre risco de extinção
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«O Magalhães não substitui a escrita manual, existe para os alunos fazerem pesquisas», indicou


Edviges Ferreira indicou que é importante que os alunos escrevam «de maneira independente, personalizada» e que o texto manuscrito é a maneira de «manterem a sua identidade».


No entanto, reconhece que «om um horário sobrecarregado» a tendência dos professores é cada vez mais para se concentrarem «nas competências de escrita e compreensão» e não há tempo nem necessidade de «uma caligrafia perfeita».


«Tem que ser legível, mas o mais importante é que os textos tenham boa estrutura e ligação», indicou.


Nos Estados Unidos da América (EUA), o debate polariza muitas opiniões, desde os que concordam que com os programas tão cheios não é importante gastar tempo a ensinar caligrafia, até aos que lamentam a perda da «personalidade» da escrita e salientam mesmo que aprender a escrever em cursiva faz bem ao cérebro.


Por exemplo, os benefícios da escrita cursiva são reconhecidos pela Associação Britânica de Dislexia, que salienta que ao escrever cada palavra sem tirar a caneta do papel este «movimento fluido» melhora a velocidade de escrita e o conhecimento da ortografia.


No caso específico das crianças disléxicas, estas conseguem criar uma melhor «memória física» das letras porque as escrevem num movimento único e fazem uma distinção clara entre as letras maiúsculas e minúsculas, refere a associação.


Um estudo publicado na revista Science em 2009 evidenciava que a escrita cursiva muda as ligações neuronais do próprio cérebro, tornando as crianças mais fluentes e ajudando na solidificação da aprendizagem.


Mas uma responsável pelo sistema público de ensino do Colorado, citada por um jornal de Denver, indicou que “nas escolas americanas a tendência é para ter mais tecnologia”, destacando que quanto menos os alunos se tiverem que preocupar com a forma mais tempo terão para o conteúdo.


Veiga Simão, ex-ministro da Educação e responsável por algumas das principais reformas no setor nos anos 70, disse à Agência Lusa que não é avesso a experiências, mas que antes de experimentar qualquer coisa é preciso perguntar antes “porquê” e avaliar. «O que muitas vezes não sabemos fazer em Portugal», realçou.




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