Gravidez de risco aumenta em Portugal

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O número de gestações de risco e afetadas por patologias relacionadas com estilos de vida e idade avançada da mulher está a aumentar no nosso país. O alerta é da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).

“Em Portugal temos cada vez mais as doenças associadas aos excessos, ao sedentarismo e à idade avançada. Há cada vez mais grávidas obesas, com diabetes, hipertensão arterial, síndrome depressivo, patologia osteoarticular”, revela a coordenadora do Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica (NEMO) da SPMI, Inês Palma dos Reis.

Tendo em conta que a idade média em que as portuguesas têm o primeiro filho aumentou dos 26 anos no início do século para os 30 anos no ano passado, a mesma responsável frisou que, nas idades mais avançadas “acumulam-se muitas vezes as doenças e até a medicação crónica, com respetivos riscos para a gravidez”. De recordar que em 2016 cerca dos partos ocorridos em Portugal foram de mães com mais de 40 anos.

“A gravidez, por requerer uma adaptação e ‘esforço’ suplementar do corpo da mulher, pode levar aos primeiros sintomas em problemas latentes, agravar as doenças crónicas, por vezes com risco de vida para a mãe e para o feto”, diz ainda Inês Palma dos Reis, citada pelo portal “Alert”.

“Algumas doenças, como as associadas a disfunções da imunidade, podem apresentar menos sintomas durante a gravidez. Por outro lado, as doenças ou a medicação necessária para as controlar podem, por vezes, diminuir a fertilidade, aumentar o risco de malformações fetais, transmissão fetal ou outras alterações no seu desenvolvimento e dificultar o adequado aumento de peso materno ou um trabalho de parto seguro”, prossegue a responsável da SPMI.

A Sociedade coloca a tónica na importância de “hábitos de vida saudáveis (exercício, alimentação, evitar álcool, tabaco, drogas) e de procurar vigilância médica adequada, sobretudo nos casos de mulheres com doenças e/ou medicação crónicas”.

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