Os museus são nossos amigos!

alt

Nas férias, quase tudo parece divertido aos olhos das crianças: a emoção da viagem, as idas à praia, os passeios no campo, o desporto, as compras, os mimos da família que pouco se vê durante o resto do ano… Mas há um programa que, por muito interessados que estejam os adultos, tem potencial para causar aborrecimento e até birras junto dos mais novos: os museus.

Tidos como sítios pouco interessantes, estes espaços são, na realidade, autênticos tesouros de arte e património que, apresentados da melhor forma às crianças, conseguem deslumbrar e, ao mesmo tempo, ensinar. Mas há que adotar algumas estratégias para que, pelo menos na primeira vez, as coisas corram bem. Com sorte, o “bichinho dos museus” acabará por conquistar toda a família.


1 – Respeite os interesses das crianças

Muitas vezes, os pais levam as crianças aos museus que estão mais perto, em vez de procurar os que despertem maior interesse nelas. O seu filho gosta de dinossauros? Vai certamente adorar um museu com esqueletos e outras relíquias paleontológicas. É adepto de desporto? Muitos clubes têm espaços expositivos interessantes. O que lhe interessa é a exploração espacial? Que tal levar a família a um planetário?


2 – Há património em toda a parte

Hoje em dia, a arte pode ser encontrada nos mais diversos lugares e não só num espaço formal e fechado. Uma boa opção, em ambientes citadinos, é procurar bons exemplos de arquitetura ou de arte urbana e apresentá-los aos mais novos durante, por exemplo, uma caminhada. E que tal tirar muitas fotografias em frente aos grafitti?


3 – Aposte nas experiências interativas

Cada vez mais, os museus têm opções de visitas com caráter interativo. Muita gente aprende melhor através do toque e de jogo e, nesse campo, os locais de divulgação científica, como por exemplo, os Centros Ciência Viva, são uma excelente opção. Mas há cada vez mais exemplos de experiências interativas em instituições habitualmente consideradas mais formais. Um bom ponto de partida é descobrir online quais são as possibilidades.


4 – Comece cedo

Não é necessário estar de férias num país estrangeiro para ir a um ou vários museus. Qualquer família vive perto de vários espaços de arte e património que podem facilmente entrar na rotina dos fins-de-semana. E quanto mais novas as crianças começarem, melhor. Nenhum bebé se vai lembrar de uma visita para observar obras-primas da pintura e escultura mas, algum tempo depois, não só esse tipo de visitas lhe será natural como, pouco a pouco, começará a fazer perguntas.


5 – Termine cedo

Seja qual for a idade do visitante, chega um momento em que o cansaço ou a fome apertam e a atração do museu se perde. E isto ainda é mais comum com as crianças. O truque para evitar problemas é não tentar fazer tudo de uma vez, escolher as salas ou as peças mais importantes, significativas ou belas e sair cedo, antes da potencial birra. Saber quando parar vai fazer com que toda a família aprecie mais a experiência. E há sempre a oportunidade de regressar e completar a visita.

Comentar

Código de segurança
Actualizar

Editorial.

editorial-319

alt

Vamos para a rua!

O recado ficou na porta do quarto: “Não me acordem. Deitei-me tarde e gosto de dormir de...

Consultório

 "O meu filho, que fez recentemente quatro anos, vive intensamente esta altura do ano. Ainda acredita no Pai Natal e acha que é ele quem lhe traz as prendas. Ainda...

Leia Mais