Sabe o que é o “afogamento em seco”?

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Nesta altura do ano, em que praias, piscinas e rios são uma atração quase irresistível, aumenta o risco de acidentes na água. De acordo com números internacionais, o afogamento é a segunda causa de morte não natural em crianças até aos quatro anos, daí a importância fulcral da adoção de medidas de segurança durante os mergulhos dos mais novos.

No entanto, a vigilância não se deve limitar ao período em que as crianças se encontram dentro de água, já que os efeitos da inalação de partículas minúsculas de líquido tem capacidade para causar o chamado “afogamento em seco”, o qual pode ser fatal dias depois dos banhos. Embora este acidente possa atingir qualquer pessoa, as crianças são particularmente suscetíveis, dada a pequena dimensão dos seus pulmões.

Cada vez que “vamos à água”, para além dos habituais “pirulitos”, em que engolimos líquidos, também aspiramos partículas microscópicas. Nesse momento, duas coisas podem acontecer: a laringe entra em modo de proteção, contrai-se e impede a água de entrar nos pulmões ou então esse mecanismo de defesa não funciona e a água fica retida nos brônquios e alvéolos pulmonares. A pessoa consegue respirar, mas com mais esforço, mesmo que não dê por ele, e os pulmões começam a criar fluido. É o princípio do “afogamento em seco”.

Na esmagadora maioria dos casos, a situação resolve-se por si mesma mas, em algumas crianças mais novas, o sistema pulmonar é, pura e simplesmente, pequeno demais para ultrapassar o aumento de fluido e o edema. E é esse acréscimo de líquido que, em última análise, causa o “afogamento”, por vezes até uma semana depois da ida à água.

O maior problema deste tipo de situações é o modo como os sinais e sintomas podem passar despercebidos ou serem confundidos com outros problemas. A vítima pode ter tosse no mesmo dia e depois essa tosse desaparecer. Nos dias seguintes, a respiração fica cada vez mais superficial e rápida, com movimentos no abdómen e nas costelas. Estes são indicadores de que o corpo não está a receber a devida quantidade de oxigénio e a pessoa deve ser vista pelo médico.

Outros sintomas de “afogamento em seco” incluem dores no peito, fadiga extrema, vómitos e mudanças de humor. Os profissionais de saúde aconselham a que se refira a ida à água nos dias anteriores quando se procurar ajuda médica, de forma a que este acidente possa ser confirmado ou descartado.


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