Pré-bióticos: ferramenta poderosa contra a obesidade infantil

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Um grupo de substâncias alimentares que o corpo humano não consegue digerir, denominadas pré-bióticos, tem mostrado bons resultados no controlo e combate à obesidade infantil, tida como um dos fenómenos de saúde pública mais preocupantes deste início de século.

Recentemente, uma equipa de investigadores do Canadá obteve dados animadores em resultado de uma análise à evolução do peso em 42 crianças entre os sete e os 12 anos e divididas em dois grupos: as de peso normal e as tidas como obesas. A um grupo, os cientistas da Universidade de Calgary fibra pré-biótica (inulina enriquecida com oligofrutose) para ser tomada diariamente durante um período de quatro meses, em forma de pó branco misturado com água. O outro grupo recebeu um placebo, ou seja, um pó inerte e sem qualquer efeito, com as mesmas instruções.

Após as 16 semanas da toma, no grupo de crianças que ingeriram pré-bióticos o aumento anual de peso projetado seria de três quilos, o que foi de encontro ao índice saudável esperado. No grupo do placebo, verificou-se que o aumento de peso anual projetado foi de oito quilos, o que correspondeu quase ao triplo do aumento de peso anual esperado.

Os nutrientes pré-bióticos são compostos alimentares não digeríveis, como a fibra, que saciam e aumentam a presença dos microrganismos “bons” no nosso intestino, mesmo se não introduzem novos tipos de bactérias.

“Fibra em pó, misturada com água numa garrafa, para tomar uma vez ao dia, foi apenas o que pedimos às crianças para mudarem e obtivemos o que consideramos ser resultados sensacionais – tem sido fantástico”, comentou Raylene Reimer, prefessora e investigadora na Universidade de Calgary e líder deste estudo.


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