Sarampo em Portugal tem caráter “epidémico”

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O crescente número de casos de sarampo em Portugal levou a Direção-Geral da Saúde a classificar a situação como uma “atividade epidémica” da doença. O mesmo organismo, pela voz do diretor-geral, Francisco George, aconselha à vacinação de todas as crianças “sem hesitação”, no momento em que foram notificados mais de duas dezenas de casos no país desde o início do ano, com 15 casos confirmados pelo Instituto Ricardo Jorge e 11 em investigação.

O director-geral da Saúde, Francisco George, questionou os “direitos e deveres” dos pais que não fazem vacinação dos filhos pois “essa decisão não põe em risco apenas as próprias crianças”, tem “um reflexo na comunidade”, sublinhou.

Em declarações à Antena 1, Francisco George, considerou que é "absolutamente incompreensível que um pai ou uma mãe não vacine as suas crianças" e reconheceu que há casos "graves e preocupantes" da doença nesta altura em Portugal. Só na área da Grande Lisboa são até já conhecidos seis casos de internamento, um dos quais uma adolescente que teve de ser transferida em estado grave de Cascais para o Hospital D. Estefânia.

A Direção Geral de Saúde, que está a equacionar baixar a idade da primeira vacina para antes dos 12 meses, estima cerca de cinco por cento das crianças e jovens até aos 18 anos não estão vacinados contra o sarampo.

Entretanto, os últimos relatórios europeus da doença revelam que pelo menos 14 países têm registado surtos de sarampo desde o início deste ano. Segundo o Centro Europeu de Controlo de Doenças, o número de países europeus com casos de sarampo foi crescendo no início deste ano e quase todos eles terão ligação ao surto que começou na Roménia em fevereiro de 2016. Além de Portugal, registaram surtos de sarampo a Áustria, Bélgica, Bulgária, Espanha, Dinamarca, França, Alemanha, Hungria, Islândia, Itália, Suíça e Suécia.


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