Suécia é exemplar na mortalidade infantil


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Mais de 6.000 vidas de crianças poderiam ser poupadas anualmente se todos os países da Europa ocidental tivessem a taxa de mortalidade infantil da Suécia, revela um artigo hoje publicado na revista “Lancet”.

Num artigo publicado no âmbito de uma série dedicada ao estado da Saúde da Europa, os investigadores concluem que, embora a taxa de mortalidade tenha melhorado muito nos últimos 30 anos nos 15 primeiros países da União Europeia, ainda há grandes discrepâncias entre eles, refere a “Lusa”.

Os cientistas comparam as taxas de mortalidade entre os 15 países e concluem que, se todos tivessem a melhor taxa de mortalidade infantil, como a da Suécia, morreriam menos 6.198 crianças todos os anos.

A investigadora que coordenou o artigo, Igrid Wolfe, explicou que as diferenças entre os melhores e os piores se justificam, porque alguns países não conseguiram adaptar-se às mudanças epidemiológicas. As principais causas de morte entre as crianças com menos de 14 anos deixaram de ser as doenças infecciosas e passaram a ser ferimentos, envenenamento, cancro e doenças congénitas ou neurológicas.

“Os nossos sistemas não se adaptaram a esta mudança”, disse a cientista, que falava em particular do Reino Unido, que, com uma das piores taxas de mortalidade dos 15, contribui com quase 2.000 das 6.000 mortes em excesso.

Os autores alertam ainda para a dimensão da pobreza infantil e das desigualdades na Europa, o que afeta diretamente a saúde, não só na infância, mas ao longo da vida. Segundo o artigo, enquanto na Suécia 1,3 por cento das crianças vivem em situação de pobreza, em Portugal a Unicef estima em 27,4 por cento a percentagem de menores a viver em lares que não garantem um mínimo de três refeições por dia.

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