O que está por trás das mortes fetais tardias?

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Se um aborto natural é uma experiência traumática para a mãe, uma morte fetal intrauterina, ocorrida após as 14 semanas de gestação, será ainda mais perturbadora. Ao desgosto de se perder um filho junta-se a incerteza e a dúvida, já que em mais de metade destas mortes não é possível determinar as causas.

Uma investigação apresentada na Reunião Anual da Sociedade Europeia de Genética Humana revela que duas anomalias genéticas, associadas a doenças cardíacas, poderão esclarecer até oito por cento destas mortes inexplicáveis até agora, noticia o El Mundo.

O “senão” desta descoberta é que requer um teste adicional realizado durante a autópsia ao feto, uma análise genética com um custo aproximado de 200 euros, segundo explicou a investigadora da Universidade de Pavia, Alice Ghidoni. “Quando ocorre uma morte deste tipo, a autópsia completa não revela as causas e, por isso, deve ser feito um teste genético, primeiro ao feto e depois aos pais”, explica a investigadora, explicando que este despiste permite identificar a patologia (que é hereditária) na mãe e administrar-lhe o tratamento necessário. Este despiste pode evitar que a mulher passe duas vezes pela mesma experiência traumática e que a sua patologia seja controlada.

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